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Insônia

Depois de três anos longe da “pena”, eis que ontem, já tarde da noite, desencalhei com um soneto.

Insônia

Bem junto a mim, à noite, se me deito
Bruxas sombrias, como quem escarra,
Beijam-me a fronte – a pútrida bocarra -
E pousam como chumbo no meu peito.

Riem, quem sabe, enquanto me endireito
Ao torque irresistível das amarras
Que prendem-me tão firmes quanto garras
No abraço claustrofóbico do leito.

Porém, quando fugirem co’amargura,
Meus pesadelos, do sol resplandescente,
Pouco antes da alvorada que fulgura

Eu sei que ficarão perpetuamente
A espreitar-me em cada sombra escura
Até que a noite chegue novamente.

Simples rima

Minh’alma ama o odor da pestilência
A sombra incerta que vagueia impune
A escuridão que a toda luz resume
E encerra nossa vida na dormência.

Meu coração, maçado da vivencia
Que à funeral desgraça os tristes une,
Não mais tolera aquele antigo lume
Que a turba ignota traz em reverência.

Meus olhos, já fechados na latência,
Deleitam-se em notívago azedume,
Lembrando a tempestade que se assume
No meu interior… na minha essência.

Resta-me, então, somente a desistência
E esquecer que um pavoroso nume
Abandonou-me à sorte n’algum cume
De onde assisto à minha decadência.

Aos vivos

Feliz é aquele que se foi da vida
Partindo à sombra de nefasto encanto,
Levado pela côrte penitente
Em gritos funerais de dor e pranto.

Feliz porque, então, no seio murcho
- Este humano e pútrido instrumento -
Somente o verme, impaciente e astuto
Virá ferir-lhe o coração cinzento.

Também feliz de quem na tenra infância
Sentiu da Foice as sepulcrais andanças
Sem dar ao mundo – este sanguinolento -
A chance de roubar-lhe as esperanças.

Mas no final de toda esta matança
Que a todo o mundo vivo acometeu
Eu tremo e balbucio febrilmente:
Feliz somente foi quem não nasceu…

About death

“To me the honour is sufficient of belonging to the universe — such a great universe, and so grand a scheme of things. Not even Death can rob me of that honour. For nothing can alter the fact that I have lived; I have been I, if for ever so short a time. And when I am dead, the matter which composes my body is indestructible—and eternal, so that come what may to my ‘Soul,’ my dust will always be going on, each separate atom of me playing its separate part — I shall still have some sort of a finger in the pie. When I am dead, you can boil me, burn me, drown me, scatter me — but you cannot destroy me: my little atoms would merely deride such heavy vengeance. Death can do no more than kill you.”

(W. N. P. Barbellion)

Falling the sky



Falling the sky, upload feito originalmente por LonelySpooky.

Umbrellas



Umbrellas, upload feito originalmente por LonelySpooky.

Foto do dia 29 de abril de 2010 na UFRRJ, obviamente um dia chuvoso.

Lenore, the Cute Little Dead Girl – Bloaty the Frog

Lenore brinca com um sapo (morto).

Lenore, the Cute Little Dead Girl – The Magician

Lenore vira assistente de palco num show de mágica e acaba fazendo desse show um momento inesquecível.

Lembranças do tempo em que eu tocava com os amigos

É verdade… já se passaram mais de dez anos desde que eu me juntava com os amigos no fim de semana para infernizar os vizinhos com o barulho da nossa pretensa banda. Também lembro que nosso único fã era o cachorro.

Naquela época eu tinha recém descoberto a Legião Urbana e, como todo mundo que aprende a tocar um instrumento, escutava e tocava as músicas do Renato Russo o dia inteiro.

Encontrei aqui a primeira gravação, feita num AMD K6-II 500 Mhz, usando um desses microfones baratos que vêm de graça junto com o PC, apenas para testar como funcionava o software. Era de tarde, eu estava sozinho em casa e gravei quatro trilhas: 1ª e 2ª vozes e 1º e 2º violões. Como o programa era trial, são 60 segundos cravados.

Bons tempos. =)

Lenore, the Cute Little Dead Girl – Ragamuffin

Lenore reencontra um velho “amigo”.