742 dias depois…

A literatura e eu sempre flertamos, mas nunca acertamos o passo. Sempre acreditei que a carreira de escritor é bela, mas que a população emburrecida já não aprecia mais essa arte e que, de certa forma, para viver como escritor é preciso submeter-se e enquadrar-se ao nível do que as pessoas gostam de ler. É como disse, me lamentando para uma amiga: em época de 140 caracteres, quantas pessoas leriam 140.000?

Mas, como certas coisas não se escolhem e a pulga da literatura ainda permanece causando essa coceira que fica insuportável de tempos em tempos, depois de 742 dias de jejum, terminei um conto chamado “O triste amor de Alexander Phineas”. O gênero é terror (como sempre).

Para isso o carnaval serve:

  1. Três dias de folga e
  2. Quebrar 742 dias de seca num literato frustrado.

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