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Que diacho, eu gostava do meu cusco!

Here is my Yahoo Mail issue

1 - I go to "Mail accounts" to re-add my vanished accounts Alternative accounts

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1 - I go to "Mail accounts" to re-add my vanished accounts Alternative accounts

And here is a short video

LTK5390808550X – hcsjunior – 01/06/12 (KMM184184926V74946L0KM)

Hello,

 

Thank you for contacting Yahoo! Mail Customer Care.

 

I understand that you’d like to restore lost email from your emptied

Trash folder. I’m happy to assist you with this concern.

 

We were not able to restore your mailbox because there was no longer a

snapshot available. When we perform a restoration, we look for a copy

of what your mailbox looked like at a specific point in time just prior

to your requested restore time. Unfortunately, too much time has passed

and such a copy no longer exists for your account at the requested time.

Please note that all action possible has been taken to recover your lost

messages, but unfortunately we will not be able to retrieve them.

 

Please do not reply to this email as you will not receive a response. If

you have any other concerns unrelated to the restoration of these

emails, please return to our help forms:

 

For the newest version of Yahoo! Mail:

 

http://help.yahoo.com/l/us/yahoo/mail/ymail/forms_index.html

 

For Yahoo! Mail Classic:

 

http://help.yahoo.com/l/us/yahoo/mail/classic/forms_index.html

 

Thank you again for contacting Yahoo! Mail Customer Care.

 

Regards,

 

Wendy

 

Yahoo! Mail Customer Care

Mail Premium Chatterbox E2Y

 

For assistance with all Yahoo! services, please visit:

 

http://help.yahoo.com/

 

New and Improved Yahoo! Mail – better than ever!

 

 

Original Message Follows:

————————-

 

Hello US Tier 3 Team,

 

This is an escalation from the Mail Chat team. Please download attached

chat transcript with customer.

 

LivePerson TicketID:LTK5390808550X

 

Yahoo! Mail version:Minty

 

Y! ID:hcsjunior

 

Location:United States

 

Premium Subscriptions:Yahoo! Mail Plus (Dec 20 01:53 2010)

 

 

ALT EMAIL:henriquecsj(AT)gmail.com

 

 

UTOS Agreed:Mon Oct 31 08:07:29 2011 (us)

 

Agent ID:Syp_mvillafranca

 

Customers Brief Description of Issue:Problem adding alternative mail.

 

Agents Description of the Issue:Customer is having problems adding an

Alternative sending email address.

 

Troubleshooting steps:Guided the customer in adding an email account

from his Yahoo! Mail account. Verified the email account to access and

escalate the issue he has in his email account.

 

Reason for escalating: Customer is able to add to the Mail Accounts

section the gmail account he has, but the confirmation email was not

seen from the email account that has been added.

 

FARM:1210

 

SID:25895698334200937

 

SILO:121025

 

Customer gave authorization to access their account: Yes

 

Duplicated issue:Not Needed

 

Browser:Chrome 16.0.912.63

 

Delete Cookies and Temp Files needed:No

 

Operating System:Windows 7

 

Exact Error Message:None

 

Thank you,

 

syp_mvillafranca

Yahoo! Mail Chat support

“Dêem-me café! Quero escrever!” – Notícias da morte de Olavo Bilac em 1918

“A cidade despertou sob a emoção de uma notícia triste: Olavo Bilac, um dos seus filhos mais dilectos, poeta soberano, artista impecável, acabava de falecer às 5.30 da manhã. Uma pneumoccocia impenitente, agravada pelos maléficos da miocardite crônica, de que sofria o autor de elevado número de obras scintilantes, fazia abater o o organismo do insigne patrício. Diante do esquife que encerra os despojos de Olavo Bilac, sob a tristeza que suscita a sua morte, avulta-se o apreço ao príncipe da poesia brasileira, por ele elevada e dignificada em surtos de aprimorado gênio artístico.

Ourives do verso, são jóias de subido valor os “Panoplias”, a “Via Láctea”, a “Alma Inquirta”, as “Sacras de Fogo”, as “Viagens”, o “Caçador de Esmeraldas”. Precursor da Escola Parnasiana no Brasil, teve como Leconte de Lisle e Hereclia, o brilho, a cor, o rítmo, a suprema beleza, a intuição do maravilhoso Tivesse nascido em França e escrito em francês e o seu nome seria universal. Mas, nascido no Brasil, expressando-se em português, idioma que ele cultuava com requintes não comuns, nem assim amesquinhou-se o seu prestígio. Dentre os quatro maiores poetas que introduziram o parnasianismo em nosso mundo literário, é o mais sugestivo, o mais brilhante, o mais impecável. (…)

A noite de ontem para hoje, passou-se mal. A morte avizinhava-se do poeta. Foram baldados todos os recursos médicos adotados com proficiência pelo Dr. Henrique Roxo. Pela madrugada, instantes antes de morrer, o artista de muitos versos de ouro, levantou-se do leito. Suas pupilas brilhavam.

- Dei-me café; eu quero escrever! – exclamou com voz firme, mas um tanto fraca. Às 5,30 da manhã, em companhia da sua família, isto é, de Alexandre Guimarães, seu cunhado, de sua irmã, de Corrêa Guimarães e de seus sobrinhos Ernani e mademoiselle Corina, bem como de vários amigos, cessou o último alento do maior poeta patrício.

Poeta dos mais ardentes, Olavo Bilac celebrava com filosofia a volúpia da vida. Morrer num dia cheio de sol, em terra moça regorgitante de flores, tendo ao seu lado uma mulher formosa, pareceu-lhe o horror da maior tortura espiritual (…)” A Rua, 28 de dezembro de 1918.

“Morreu Olavo Bilac, o príncipe dos poetas brasileiros! A notícia assim dada desdobra logo à imaginação de quantos a lê os painéis de uma vida toda voltada ao culto da Arte, à Beleza e aos ardores de um patriotismo ardente e fecundo. Não há, entre os poetas contemporâneos patrícios, nenhum que tenha logrado o renome e a popularidade de Olavo Bilac.

Nascido em 1865, o seu talento nasceu precisamente num período de transformações literárias, filosóficas e políticas, tendo Olavo Bilac conquistado a situação de maior relevo. Seus primeiros versos, que constituem a parte inicial das “Poesias”, produziram sucesso excepcional (…)

A sua poesia, aproveitando a plástica, proclamada pela escola, não perdeu a vivacidade, a exuberância, o fervor que constituem a eminência essência dos nossos pendores artísticos. “Sarças de Jogo” são um formoso exemplo. O seu “Julgamento de Phynéa” é uma obra prima, nessa feição. O aparecimento dessas poesias marcou desde logo rumo novo nas letras nacionais. Por aqueles tempos, obstinadamente românticos, os escitores e poetas novos guardavam ainda a maneira boêmia, aprendida nos romances de Murger. O grupo era numeroso. Fazia-se Arte no fundo dos botequins e cervejarias. Coelho Netto, Patrocínio, Aluisio Azevedo, Raul Pompéia, Olavo Bilac, Guimarães Passos, Luiz Murat, Arthur Azevedo, Valentim Magalhães e outros, compunham jornais e revistas boemiando. (…)

Surgira a questão formidável da Abolição, empolgando os espíritos. Não havia hesitar e Bilac, com seus companheiros, foi colhido no tumulto libertário. (…) Republicano por temperamento, Olavo Bilac via na proclamação de 15 de novembro a realidade num sonho seu. Daí empenhar-se nas lutas consequentes da Revolta de 6 de Setembro, fugindo – sob ameaça de prisão, ou ainda pior – para Minas, de onde mandava logo depois as lindas crônicas que formam a melhor parte do seu livro “Crônicas e Novelas” e onde colheu o tema para esse admirável, esse legítimo poema nacional “O Caçador de Esmeraldas”. (…)

Cronista, Olavo Bilac deu à “Notícia” o brilho inexcedível da sua colaboração durante anos, escrevendo diariamente “O Registro”. Ultimamente afastara-se de imprensa. Estavam errados os que acreditavam que a atividade maravilhosa de Olavo Bilac calara-se. No silêncio do seu gabinete, o poeta admirável comounha sem tréguas. (…) Recordando aqui, nas atropeladas palavras que a notícia da morte de Olavo Bilac nos permite escrever, a personalidade excepcional desse grande poeta, queremos deixar nas páginas do jornal que ele tanto ilustrou com o ouro admirável de seu talento, as provas legítimas da nossa dor e da nossa grande e irreparável saudade. (…)” A Notícia, 28 de dezembro de 1918.

“Aquela célebre frase de “vão-se os deuses!” o destino quiz contrapor, na maior das crueldades, a de “vão-se os poetas!”. Hontem, foi Rostand que, com a sua morte, enlutou toda a França, que tão gloriosamente cantara; hoje foi Olavo Bilac, que, no seu leito mortuário, enche de sombras os céus da literatura brasileira, onde, com os fulgores do seu talento privilegiado, figurava como astro de primeira grandeza, intangível e inconfundível.

Ourives da forma, esmerilhador de idéias, lapidador de conceitos, era a sua cerebração uma das mais raras que a poesia contemporânea nos podia oferecer. Os seus versos correm de boca em boca, em língua portuguesa e em várias traduções, e os sonetos que o seu estro brilhante soube transmitir à posteridade, envoltos em uma aureola de incomparável esplendor e perfeição, serão o eterno movimento erguido à sua memória, levantado por suas próprias mãos, para seu maior renome e orgulho das letras patrias. (…)

Foi realmente fecunda a vida do glorioso poeta. No verso como na prosa, na tribuna das conferências como nas colunas dos jornais e ainda na fiscalização do ensino – em tudo foi uma existência brilhante e encantadora. (…) Bilac, sabe-se, trabalhava há dezesseis anos, em um dicionário analógico, do qual, dizia o poeta, seria a sua grande obra final de poeta. (…)

Estava resolvido hoje, pela manhã, que a Academia de Letras faria o enterro. No entanto falava-se que também a Liga de Defesa Nacional tencionava oferecer-se para tal, como uma homenagem a quem despertou o coração da mocidade brasileira em S. Paulo, depois pronunciando discursos de pura fé patriótica e entranhado amor ao Brasil.” A Noite, 28 de dezembro de 1918.

“Embora esperada, pois de há muito se conhecia a extrema gravidade da moléstia do grande poeta, a morte de Olavo Bilac, ocorrida na manhã de hoje, causou uma impressão dolorosíssima. Não foram os meios propriamente literários e jornalísticos aqueles em que a triste nova repercutiu de maneira mais consternadora. Toda a cidade sentiu, sinceramente, o desaparecimento do grande poeta, que era orgulho de sua geração e que soubera incarnar, na última etapa de sua vida, todo o admirável surto de renascimento cívico que se operou no Brasil. (…) Portanto, Olavo Bilac não foi apenas o poeta incomparável, cuja obra aí fica, como uma das mais ricas, e das mais belas da nossa literatura. Foi também, em um momento decisivo da vida nacional, o intérprete eloquentíssimo das aspirações brasileiras. A sua conferência na Academia de Direito de S. Paulo, primeira de uma série em prol da difusão do serviço militar, foi um hino entusiástico à grandeza do Brasil. Bilac pregou então a união de todos os moços sob o ideal magnífico da Pátria renovada e forte. E o seu luminoso apostolado não foi em pura perda. O seu exemplo frutificou. Em pouco tempo, a semente que o seu gênio semeou se desdobrava. (…)

Olavo Bilac guardava o leito há muitos dias, tendo, agora, seus antigos padecimentos agravados, por um ataque de “gripe”, vindo, em consequência, falecer, depois de esgotados todos os recursos da ciência, miraculosamente procurada pelo seu médico assistente, Dr. Henrique Roxo, de quem o poeta era grande amigo.(…)

Poeta por vocação, trovador por índole, o morto ilustre deixa precioso acervo de poesia, das melhores que existem em nossa língua. Pouco produziu, mas tudo quanto saiu da sua pena teve, desde logo, o caráter de perpetuidade. (…) Além de poeta-mestre, Bilac era também prosador elegante e, sobretudo, conferencista sem muitos competidores. (…) Suas obras literárias são: “Poesias Infantis e Poesias”; “Crítica e Fantasia”; “Conferências Literárias”. Em colaboração: “Cantos Patrios”, “Livros de Leitura”, “Teatro Infantil”, “A Pátria Brasileira”, “Tratado de Versificação”, “Livro de Composições”, “Através do Brazil”. (…) Olavo Bilac pertencia a várias instituições e academias. Era membro fundador da Academia Brasileira. Era também inspetor escolar aposentado.” A Tribuna, 28 de dezembro de 1918.

“O passamento de Olavo Bilac registrado às primeiras horas do dia de ontem era previsto por alguns dos seus amigos íntimos. Moléstia impenitente vinha minando o seu organismo, asuumindo nestes últimos dias uma feição de extrema gravidade. Lúcido de espírito, calmamente esperou a morte redentora e, antes do derradeiro alento físico, ainda se via deslumbrado pelas miragens de algum sonho de arte, que ele desejou exteriorizar em versos. Pediu, então, café e pretendeu escrever. (…) A obra de Bilac, é sem dúvida, comparativamente à dos grandes poetas brasileiros, uma das mais brilhantes. Sua primeira série de “Poesias”, apesár das influências flagrantes do parnasianos franceses, principalmente Theophile Gauthier, François Copée, Heredia Baudelaire, apresenta-nos páginas verdadeiramente fulgurantes, como as do Ïn Extremis”, “Inania Verba”, as de muitos sonetos das “Viagens” e do “Caçador de Esmeraldas”, poemeto verdadeiramente modelar, pela harmonisação estética da Forma e do Fundo. Mas de todos os parnasianos brasileiros, foi Olavo Bilac o que menos seguiu os preconceitos da impossibilidade característica do espírito da escola decaída. O seu verso, pessoal pelo estilo fundia o fundo e a forma numa liga perfeita de idéias fortes, esplendidamente exteriorizadas. A “Tarde”, volume de sonetos é, porém, o mais expressivo da personalidade literária do poeta brasileiro. Em sua última obra revela-se Bilac liberto dos preceitos escolásticos, dentro do seu próprio sonho e para ele vivendo. É certo, infelizmente, que o vício da factura do soneto privou-o de expandir o talento a mais vastos surtos. Mas o artista revela-se columnal num país que ainda não produziu um gênio primordial a Victor Hugo… (…) A sua campanha em pról do levantamento cívico da nossa nacionalidade foi uma das mais brilhantes e mais dignas. Está na sua vida social na razão direta dos seus sonetos com laivos de espiritualidade e pureza. (…)” A Razão, 29 de dezembro de 1918.

 

AS MANCHETES

 

Morreu Bilac – “Dêem-me Café! Quero Escrever!” – Foi A Sua Última Frase – A Resurreção Cívica Do Brasil E O Seu Otimismo (A Rua)

 

Olavo Bilac Morreu – Já Raia A Madrugada; Dêm-me Café, Vou Escrever! – As Últimas Palavras Do Príncipe Dos Poetas Brasileiros (A Noite)

 

O Passamento De Olavo Bilac – O Patriota, Seu Momento Extremo E A Sua Obra (A Razão)

Dia dos namorados



Fran, ajudando-me a escrever no computador, upload feito originalmente por LonelySpooky.

No que diz respeito a namorada sou um cara de sorte. Já passaram quatro anos e ainda a considero a mais bonita, inteligente, elegante e educada.

Arriving at Rio de Janeiro in a cloudy day



Arriving at Rio de Janeiro in a cloudy day, upload feito originalmente por LonelySpooky.

Memórias de meu avô

Não sei bem o motivo, mas atualmente – e mais que o normal – tenho pensado em meu avô, que morreu já há bastante tempo, talvez mais que dez anos. Ele foi um homem bruto, forte, de pele bem morena e olhos verdes cor de esmeralda que pareciam faiscar sob a luz certa. O senhor Antônio Ferreira da Silva vinha de uma época e de uma cultura onde os homens não aceitavam questionamentos porque deviam ser fortes e duros no comando da família.

Ele teve uma vida muito interessante, cheia de mulheres, de filhos, de aventuras – muitas violentas – que dariam um livro. Ele viajou, trapaceou, traiu, amou, lutou, trabalhou, perdeu e ganhou, tudo com muita intensidade e paixão, ao estilo dos homens antigos.

Ficou viúvo três vezes e encarou isso com a resignação dos homens fortes, que encaram a vida e seus desafios com ferocidade, como se fosse da natureza da existência dobrar os homens e como se fosse da natureza dos homens não se deixar dobrar. Para ele era como se a vida fosse um bicho, cujo instinto era esse: trazer dificuldades, trazer dor e miséria, e que ele, bom caçador que era, estivesse preparado e jamais se abalasse.

- Eu atiro muito bem! – disse-me ele um dia, já quando veio morar conosco depois de perder uma perna e de ter a fala prejudicada por um AVC. Continuava orgulhoso, era forte e bonito, mesmo quando a doença lhe arrancou um pedaço do corpo e sempre, sempre mesmo, era um galanteador inveterado.

Um AVC final tirou dele tudo que restava; almoçou, mas não se sentia bem. Passou mal e foi levado ao hospital, de certa forma, ainda consciente, mas já era tarde. Não piscava, não falava mais e os olhos de esmeralda mudaram para um verde claro, como o do vidro.

Por muitas vezes eu tinha visto meu avô sair de situações onde eu duvidava que ele saísse e, dessa vez, quando tive certeza de que ele se recuperaria, não houve volta.

Lembro-me muito bem que derramei uma lágrima, somente uma, no dia de sua morte e não sei exatamente o porquê. Partia-me mais o coração ir em seu quarto, agora escuro, e observar todas as coisas que ele gostava. O pacote de biscoitos recheados, ainda pela metade, o copo d’água cheio e não tocado, todas as roupas, tão bem dobradas na gaveta, o rádio desligado (quem teria coragem de ligá-lo um dia?).

Para mim, foi como se meu avô tivesse sido subtraído de um quadro e, para onde quer que eu olhasse, sempre haveria algo faltando. A morte de meu avô, aquele homem que parecia criação de um autor de livros de aventura, me fez pensar na morte de todos nós, em como é triste, num belo dia de domingo, simplesmente deixar de Ser e todos os nossos objetos, todos aqueles que amamos, tudo o que somos, vira uma subtração ou uma inutilidade.

Quando o enterraram, mais tarde no outro dia, também não sei o porquê, pude dar ao meu avô, sozinho no meu quarto, as lágrimas que ele realmente merecia.

Another moon shot



Another moon shot, upload feito originalmente por LonelySpooky.

The yellow path



The yellow path, upload feito originalmente por LonelySpooky.

Sigfried

Sentai-vos, cavalheiros! Sentai-vos e erguei vossas cabeças do lodo escuro da embriaguez!… Tu sejas maldito, Wolfgang. Sejas maldito por ergueres na minha vida a mortalha decrepta que encobre os fantasmas de um passado horrível… Tua narrativa fez vibrar no meu ser um eco quase falecido, uma verdade que enterrei há anos, junto com uma solene promessa de silêncio. Tua narrativa foi como o vento, que remove da lápide abandonada as folhas mortas que lhe encobriam as inscrições e permite que se leia o nome do defunto que apodrece. Se for a verdade que move vossas palavras – e ela há de mover as minhas – eu contarei uma história tão terrível que, se a desgraça é alimento para os malditos, preparai-vos para serem fartos!… Era na Inglaterra que eu morava nessa época, a cidade… esqueci-me. Sempre vivi a meu contento: como vagabundo não me faltava comida nem o dinheiro para pagar o vinho e a meretriz. Eu era como um nômade que passava a vida pela Europa. Provei de todos os lábios e bebi de todas as taças em orgias das quais nem Satã ouvira falar. More… »